segunda-feira, 8 de abril de 2013

Linguagem da propaganda

Olá, eu andei meio sumida, mas estou de volta para falar um pouco sobre a linguagem da propaganda. Esse assunto surgiu devido a necessidade de meus alunos do ensino médio, que tiveram um pouco de dificuldade para de codificar esse tipo de texto em avaliações do governo.
Para buscar sanar esse problema fui em busca de informações e me lembrei que devido à meus estudos semióticos havia a algum tempo atrás comprado um livro referente ao assunto, "A  Linguagem da Propaganda" de Antonio Sandmamn. Neste livro, o autor , fala sobre vários aspectos da linguagem da propaganda, origens e usos do termo, entre outras coisas importantes para o reconhecimento das características deste tipo de texto.
Entre outras coisas ele diz que " A linguagem da propaganda se distingue, por outro lado, como a literária, pela criatividade, pela busca de recursos expressivos que chamem a  atenção do leitor, que o façam parar e ler ou escutar a mensagem que lhe é dirigida, nem que para isso se infrinjam as normas da linguagem padrão (...)" (Sandmann,2001). Muito bem isso nos diz que como na literatura o autor da propaganda tem liberdade poética para criar, além disso mais a frente seu texto nos revela que ao uso da metáfora propicia uma captação mai eficaz da atenção do leitor, pois permite provocá-lo através da elaboração da mensagem, que muitas vezes causa estranhamento visando gerar o interesse pela mensagem propagada.
Isso tudo parece tão óbvio, mas para alunos do secundário muitas vezes não é. Eles não conseguem observar a construção linguística, muitas vezes por falta de subsídios linguísticos e outras por lerem  de forma superficial demais os textos oferecidos.
Segundo o autor ao combinarmos vários tipos de signo criamos um efeito desejado pela propaganda, a tipologia da letra, cores, a falta de pontuação, a utilização de índices ( figuras de Chapéu na porta de um banheiro é um bom exemplo).
O exemplo acima é perfeito para  ilustrar o que dizemos, pois alia o vermelho da bandeira alemã um ícone, o chapéu alemão como referencia. Todo mundo automaticamente liga os significados  a cervejarias alemãs.
Buscamos uma propaganda vintage de uma cerveja nacional que evoca a mesma simbologia almejando gerar a confiabilidade na qualidade do produto.
Além do uso do chapéu observamos os arabescos atrás das letras e roupa tipica alemã como auxiliadores de configuração textual.
Todo e qualquer recurso pode ser utilizado para criar o efeito de sentido desejado, o resultado só depende do bom gosto do criador da propaganda.
Podemos dizer que esta evoca a pureza sanguínea da realeza para a pureza da bebida em questão. Olhe só a elegância com que se embebedam, e o mordomo logo atrás com uma tríade de garrafas esperando a solicitação dos patrões. Chega ser cômica a imagem se não observarmos que a mensagem publicitária utiliza-se de recursos culturais de acordo com local e época nos quais  será veiculada.

Continuarei estudando sobre o assunto e na próxima postagem falaremos um pouco sobre as funções de linguagem, e analisaremos alguns exemplos.
Até mais, e tchau, tchau.

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